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No pós-congresso já é possivel tirar algumas conclusões.

A aposta na personalização é duvidosa e será sempre objecto de críticas fáceis. Por maioria de razão, a aposta em meios pop de (sub)comunicação da mensagem (maxime twitter mas também caixas de comentários de blogs, etc.) presta-se às trocas de galhardetes fulanizadas que só criam ruído e cansaço (Não tarda estamos a fazer política no Second Life).

A nomeação explícita dos meios de comunicação que apostam na calúnia só pecou por escassa. Mas a sobre-exposição de Santos Silva (que tem sido miseravelmente atacado) e Sócrates (que dizer?…), não ajuda em nada a contrariar essa tendência.

Malhar em joio há muito claramente separado do trigo (digamos, o director do Público ou os «parasitas da desgraça alheia») não ajudará muito a passar qualquer mensagem. Aliás, o público percebe bem essas coisas e abandona essa «informação» voluntariamente. Há claramente uma via média a descobrir (a inventar) entre a autocongratulação e o desgaste inútil, que provavelmente envolverá uma recuperação de simbologia mais abertamente ideológica (aquele palco limpinho do congresso era eminentemente esquecível), como já se sugeriu aqui e em A Linha. Disso dependerá o sucesso nas eleições deste ano, em especial europeias e legislativas. Resta saber se essa via será trilhada a tempo de abstencionistas, hesitantes, etc. serem mobilizados.