O Público e o seu público
Esta «notÃcia» (as aspas devem-se à escassa relação com o tÃtulo, como um parágrafo no final da peça aliás admite) do Público ilustra bem o «jornalismo» (explicação aqui desnecessária) que por lá se pratica. Noto que relativamente à edição em papel a notÃcia principal passou a secundária, a secundária passou a principal. Gosto sobretudo do pormenor de ser inserida à tarde, depois de surgir na edição desta manhã do jornal, de modo a tapar na edição da net a notÃcia sobre uma vereadora de Santana…
Ontem era a «máquina» do PS que alegadamente era maior do que a da concorrência, apesar de os números não o confirmarem e de isso ser como que um anúncio do resultado de dia 7, por muito que isso custe a tantos redactores.
Ainda antes, e sem qualquer tentativa de influenciar resultados, o Público e outros órgãos de comunicação desinformavam o público sobre o significado de «margem de erro» na sondagens, para criar ansiedade quanto ao desfecho da campanha.
Os próximos dias serão ainda mais reles, decerto. E a campanha já tem tanto de negativo…
Mas é de crer que o pior virá quando for preciso explicar a não punição do PS. Até porque, a avaliar pelos tÃtulos dos posts ligados à notÃcia, o público desta «informação» gosta disto. Resta saber se o «sucesso» destes expedientes tem relação com as intenções de voto. Margens de erro devidamente ponderadas, até agora nada o indica. Do mal, o menos.


