Outubro em Junho
Hugo Mendes escreve sobre as eleições: «A conclusão não é particularmente animadora para a esquerda», o que subestima o nacionalismo de muita esquerda. E mesmo para quem é cosmopolita por pensamento e convicção, não deixa de ser triste e preocupante ver como por cá só a CDU se referiu nesta campanha à questão bem real e decisiva da soberania (não por acaso, uma referência em que esta Esquerda se entende bem com a Direita que bem conhecemos). Mais: escrever isso é perder de vista que a «animação» tem de ser ideológica, não técnica nem (apenas) edificante e responsável. Dizer o que se quer, o que se está disposto a pagar por isso, o que se pretende obter, etc., identificando essas escolhas com uma esquerda (socialista, social democrata, socialista democrática, o nome é o menos). A questão do imposto europeu servia perfeitamente, mas houve incapacidade de lidar com o ruÃdo em volta. Como também acontece no post do PaÃs Relativo, que esquece que muitos mais foram os votos perdidos para a abstenção do que os conquistados pela extrema-direita ou por conservadores.
Para uma pequena revista de outros textos, ver aqui.


